Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Na Câmara de SP, vereadores agora elogiam ativistas

Uma semana após manifestantes do Movimento Passe Livre (MPL) serem chamados de "criminosos" e "delinquentes" no plenário da Câmara de São Paulo, o tom dos discursos mudou. Agora, vereadores dizem que a tarifa zero é possível e defendem a revogação do reajuste - a passagem saltou de 3 para 3,20 reais.

DIEGO ZANCHETTA, Agência Estado

19 de junho de 2013 | 08h21

Na sessão iniciada às 15 horas desta terça-feira, parlamentares de diferentes partidos tentam contar em cinco minutos (tempo regimental para uso da palavra) como foi a participação na passeata. Os elogios ao movimento foram uníssonos. A vereadora Juliana Cardoso (PT), por exemplo, que não participou dos primeiros atos, apesar de ter apoiado os protestos do MPL realizados em 2011, disse que o movimento "está de parabéns" por ter levantado o debate sobre a redução da tarifa. "Eu participei ontem (17) e quero parabenizar os manifestantes", discursou.

O vereador Laércio Benko (PHS) também falou sobre a participação na passeata e defendeu a tarifa zero. "Eu encontrei lá o vereador Alfredinho (PT), o vereador Nabil Bonduki (PT)", afirmou. "O transporte gratuito está previsto na Constituição, assim como a saúde e a educação. Precisamos discutir como isso pode ser subsidiado, se com o pedágio urbano, por exemplo. Podemos sim falar, a médio prazo, em transporte gratuito em São Paulo", acrescentou o líder do PHS.

Proposta interessante

Até o vereador Goulart (PSD), que pouca vezes faz discursos no plenário, defendeu a tarifa zero e as manifestações do Passe Livre. "A proposta da tarifa zero é interessante. Quem sabe num futuro próximo a gente consiga conquistá-la", afirmou Goulart, um dos principais líderes da Casa.

Líder do PSDB, Floriano Pesaro disse que o prefeito Fernando Haddad (PT) poderia reverter o reajuste na passagem se não estivesse reembolsando donos de veículos pela taxa da inspeção veicular. "São R$ 180 milhões que serão devolvidos para quem tem carro, para quem usa só o transporte individual. Por que essa verba não foi usada para segurar o reajuste de 20 centavos que gerou toda essa indignação na sociedade?", questionou.

O líder do PT, Alfredinho, que chamou na semana passada manifestantes de "arruaceiros", agora diz que o movimento cresceu por causa da repressão da polícia. Ele afirmou ter ido de metrô ao protesto desta segunda-feira, 17. "A juventude foi para rua e quer mudança", discursou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
ProtestosSPCâmara Municipal

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.