Na capital, MAC se mudará para o Detran até dezembro

Secretaria acaba de apresentar o projeto final do novo prédio do Museu de Arte Contemporânea

Rodrigo Brancatelli e Vitor Hugo Brandalise, de O Estado de S. Paulo,

22 Janeiro 2009 | 08h34

O prédio sisudo e imponente nas proximidades do Parque do Ibirapuera que há meio século abriga o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) começa agora a ganhar uma vocação bem diferente. E bem mais colorida. Na terça-feira, a Secretaria Estadual de Cultura apresentou o projeto final para transformar o edifício de nove andares na nova sede do Museu de Arte Contemporânea (MAC), com um impressionante acervo de 10 mil obras de arte. Demolições já estão em curso para deixar o espaço pronto até, no máximo, dezembro deste ano.   O MAC foi criado em 1963 pelo desejo do patriarca e fundador da Bienal, Ciccillo Matarazzo - além do prédio da Bienal, o museu ainda tem outros dois edifícios no câmpus da Universidade de São Paulo, totalizando 11 mil metros quadrados de áreas construída, sendo 4.500 m² para exposições. Agora, com a mudança de endereço para o prédio do Detran, serão 35 mil m² de área total e 7.409 m² de espaço expositivo. Assim, quase todo o acervo poderá ser exibido, com obras de Kandinsky, Henry Moore, Marc Chagall, Max Ernst, Miró, Anita Malfatti Tarsila do Amaral e Cândido Portinari. Hoje, para se ter uma ideia, nem 5% das peças podem ser apreciadas pelos visitantes.   O prédio da Avenida Pedro Álvares Cabral não sofrerá mudanças tão profundas para receber o MAC, o que apressa o cronograma. Até o fim de fevereiro, sete pequenos galpões que foram construídos com o passar dos anos serão demolidos. No início de abril, começam as demolições das paredes internas do edifício, já que o Detran terá feito a sua mudança para três novos locais: a antiga sede da Subprefeitura da Sé, na avenida do Estado, e dois espaços nos Shoppings Interlagos e Aricanduva. Em maio, deve sair então a licitação para o início das obras, orçadas em R$ 80 milhões. "Queremos fazer essas intervenções o quanto antes, para dar tempo de inaugurar no segundo semestre", diz o secretário adjunto de Cultura, Ronaldo Bianchi. "Colocaremos ar-condicionado, construiremos saídas de emergências, mas a obra em si é até simples."   Do térreo ao quinto andar, serão instaladas as salas de exposições do acervo do MAC. O sexto andar ficará reservado para exposições itinerantes, no sétimo haverá um espaço para oficinas educativas, no oitavo a parte administrativa. No último, haverá um restaurante com cúpula com vista panorâmica para o Parque do Ibirapuera. A única mudança estrutural ficará a cargo da construção de duas torres de concreto grudadas na fachada do prédio, para atender aos pedidos dos Bombeiros de uma rápida saída de emergência.   Um galpão que fica atrás do prédio do Detran será transformado em reserva técnica do novo museu. Esse espaço ganhará dois anexos - um para apoio técnico, com todo o maquinário, e outro que será usado como auditório para 400 lugares. "Apenas esse auditório ficará para depois, o resto estará totalmente pronto em dezembro", diz Bianchi. "O MAC tem um acervo fantástico, um dos melhores do Brasil, mas que hoje está escondido por falta de espaço."

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