Na Espanha, 11 brasileiros são presos por falsificar documentos

Falsificações feitas pelo grupo, que atuava em Málaga, eram de alta qualidade; identidades não foram divulgadas

Anelise Infante, BBC

31 de março de 2009 | 17h45

A polícia espanhola prendeu nesta terça-feira, 31, 11 brasileiros acusados de falsificar e vender documentos europeus a imigrantes ilegais. A suposta quadrilha foi pega em Málaga, sul do país, numa operação policial chamada de "Primo", que custou três meses de investigação.

 

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Segundo a Unidade contra Redes de Imigração e Falsificação de Documentos (UCRIF), os falsificadores vendiam cédulas de identidade, carteiras de motorista, contratos de trabalho e licenças de residência européias adulteradas a outros imigrantes brasileiros.

A quadrilha cobraria entre 600 e 800 euros (aproximadamente R$ 1,8 mil a R$ 2.4 mil) por cada documento falso. A polícia espanhola afirmou à BBC Brasil que os imigrantes brasileiros que compraram os documentos também estão sendo procurados e deverão ser indiciados por crime de fraude.

Os compradores poderão pegar de três a seis anos de cadeia porque, segundo os policiais, sabiam que os documentos eram irregulares. O porta-voz da UCRIF disse ainda que a "falsificação era de alta qualidade, o que tornou muito difícil detectar falhas."

Por causa da qualidade da falsificação, muitos imigrantes ilegais teriam aberto contas bancárias,além de conseguir empregos e créditos. A suposta quadrilha brasileira teria um contato espanhol, que também foi preso e atuava em Madri.

Este homem de 50 anos, cuja identidade não foi divulgada, seria o responsável por orientar os imigrantes ilegais antes de ir a entrevistas de trabalho ou abrir contas em bancos europeus para que os documentos não levantassem suspeitas.

Dos 11 brasileiros presos, com idades entre 23 e 38 anos, três deles tinham antecedentes penais por fraude. A polícia não quis informar sobre a identidade ou Estado de origem dos detidos, dizendo apenas que deverão ser julgados na Espanha, podendo ser sentenciados à penas que variam de seis e 12 anos de cadeia.

Na operação em três apartamentos foram apreendidos quatro computadores, 73 documentos falsos em fase de finalização, material para confecção e fotos de clientes.

 

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