Na fazenda, porcos selvagens, abelhas e reserva legal

Dono de uma fazenda de 200 hectares em São Simão, a 300 quilômetros da capital paulista, Paulo Nogueira-Neto garante: metade da propriedade é composta por vegetação preservada do Cerrado.

Andrea Vialli, O Estado de S.Paulo

19 Junho 2011 | 00h00

"A área preservada vai além do que pede a reserva legal. Temos de conservar o Cerrado porque ele é quase impossível de se replantar", diz o ambientalista. Pelo atual Código Florestal, o proprietário de terra nos biomas Cerrado e Mata Atlântica deve manter 20% da área com mata nativa, a chamada reserva legal.

No campo, ele se dedica a duas de suas maiores paixões na área de ecologia: a criação de abelhas indígenas sem ferrão e de caititus, espécie de porco selvagem do continente americano.

Nogueira-Neto é professor titular de Ecologia pela Universidade de São Paulo (USP) e se aposentou da função em 1992. Hoje, vê com alegria o retorno da floresta no interior de São Paulo. "Em minhas viagens pelo Estado, vejo as matas renascendo em lugares impróprios para a agricultura mecanizada, como os morros mais íngremes", diz.

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