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Na Fuvest, até 4 corretores participam

As provas vão para um terceiro corretor quando a divergência entre as avaliações é de um ponto - numa escala de zero a dez

Paulo Saldaña, de O Estado de S. Paulo,

15 de janeiro de 2012 | 03h06

Na correção das redações do vestibular da Fuvest, que seleciona alunos para Universidade de São Paulo (USP), as provas vão para um terceiro corretor quando a divergência entre as avaliações é de um ponto (o que representaria cerca de 100 pontos no Enem). Há ocasiões em que, havendo uma diferença maior nessa leitura, o texto segue para uma quarta leitura.

"Nesse caso, eu mesmo corrijo e dou a nota final", afirma a diretora executiva da Fuvest, Maria Thereza Fraga Rocco. Ela também é responsável pela elaboração da proposta de redação.

A Fuvest, em geral, não registra grandes discrepâncias entre as notas dos dois primeiros corretores. Não chega a 10% o número de redações de candidatos que vão para terceira leitura, segundo a diretora.

Para corrigir os 31.500 textos da última edição - um número bem menor que no Enem -, a USP preparou 60 corretores. Cada um corrige cem provas por dia, ao longo de 16 dias de correção. O treinamento começa em novembro. "É sempre presencial e ficamos mais de oito horas trabalhando em cima das redações do ano anterior", explica.

Treinamento é o segredo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) na correção da redação. A instituição é reconhecida pelo rigor e cuidado com a redação - a instituição pede três textos a todos os inscritos.

A primeira oficina com os corretores ocorre em março. Uma semana antes da correção começa o treinamento, um trabalho presencial que analisa a grade com os critérios. Para corrigir cerca 369 mil redações, a Unicamp tem 140 professores. A regra é a mesma: duas leituras iniciais e, em caso de divergência (dois pontos, nesse caso), vai para o terceiro corretor.

A média de redações por corretor fica em torno de 2,6 mil na Unicamp. No Enem, essa relação é de 3,3 mil textos em um período médio de um mês.

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