Na Nova Zelândia, 29 mineiros soterrados seguem incomunicáveis

Uma explosão numa mina de carvão deixou 29 trabalhadores soterrados na Nova Zelândia, e até a manhã de sábado (hora local) eles ainda não haviam feito contato com as equipes de resgate, segundo autoridades.

REUTERS

19 de novembro de 2010 | 19h33

A empresa Pike River Coal, dona da mina, revisou o número de trabalhadores atingidos, elevando-o de 27 para 29. As equipes de resgate estão à espera de uma confirmação de que é seguro entrar no local.

"Determinamos que houve uma explosão, provavelmente uma explosão de metano", disse o executivo-chefe da Pike River, Peter Whittall, numa entrevista coletiva na localidade de Greymouth, perto da mina, na montanhosa costa oeste da Ilha Sul da Nova Zelândia.

Ele afirmou que a mina possui um telefone de emergência no subsolo, no qual ninguém atende. Mas o executivo disse que há esperanças de que os trabalhadores estejam a salvo, reunidos junto a um dos vários poços de ventilação, à espera do resgate.

Ele acrescentou, porém, que a qualidade do ar na mina levará várias horas para poder ser testada, e que novas explosões ainda não estão descartadas.

"Ninguém conseguiu chegar ao subsolo no momento porque o risco ao pessoal (de socorro) ainda é muito grande", disse Whittall.

Tentando animar parentes e amigos dos mineiros, entre os quais há vários britânicos e australianos, a polícia disse que conseguirá resgatar todos com vida.

A situação na mina Pike River evoca o drama dos 33 mineiros chilenos que passaram 69 dias soterrados no deserto do Atacama, até serem resgatados com vida em outubro.

"Esta é uma operação de busca e resgate, e vamos trazer esses caras para casa", disse o chefe regional de polícia Gary Knowles a jornalistas.

O gás metano é um perigo recorrente nas minas de carvão por ser altamente combustível. As equipes de resgate devem levar várias horas para assegurar de que não há risco de novas explosões, e só então poderão entrar na galeria.

Dois homens escaparam da mina momentos depois da explosão, na sexta-feira à tarde (madrugada no Brasil). Eles conseguiram sair pela galeria principal, um túnel horizontal que penetra mais de dois quilômetros pela montanha, mas não foram capazes de informar às equipes de resgate sobre a localização dos seus colegas.

(Reportagem de Gyles Beckford)

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