Na Nova Zelândia, a Pinot está em casa

A Sauvignon Blanc foi a uva que colocou a Nova Zelândia no mapa vinícola do mundo. Agora, desponta a Pinot Noir, que se dá maravilhosamente em várias regiões do país, de clima normalmente frio. O desenvolvimento da vinicultura na Nova Zelândia foi espetacular. Atualmente, segundo dados de 2001 citados pelo excelente livro Os Segredos do Vinho, de José Oswaldo Amarante, são perto de 15 mil hectares de vinhas, que produzem 53 milhões de litros. A Sauvignon continua a uva mais plantada, seguida da Pinot Noir e da Chardonnay. Veja também: Saint Clair 2006 Hunter's Pinot Noir 2006 Neudorf Tommy's Block 2006 Te Tera Pinot Noir 2005 A geografia explica o vinho do país, que fica ao sul da Austrália, mais perto da Antártida. Ele é dividido em duas grandes ilhas - Norte e Sul. Zonas vinícolas nas duas ilhas. Quanto mais ao sul, mais frio. Central Otago, zona montanhosa, famosa pelos tintos feitos com a Pinot Noir, é a região vinícola mais no sul do mundo (45°Sul). O clima frio naturalmente favorece as uvas brancas e as tintas que gostam de temperaturas mais baixas, como a mais do que caprichosa Pinot Noir, que dificilmente dá vinhos de alta qualidade fora de sua zona de origem, a Bourgogne. As zonas mais frias da Nova Zelândia estão entre as melhores áreas do mundo para a Pinot Noir, especialmente Central Otago, Wellington (Martinborough-Wairarapa), Canterbury e Marlborough. A degustação dos tintos neozelandeses foi das mais prazerosas. Além dos quatro selecionados, agradaram bastante Trinity Hill 2006 (Hawke’s Bay) e Sileni (Hawke’s Bay) 2007. saul.galvao@grupoestado.com.br

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