Na Santa Ifigênia, cópia pirata é vendida a R$ 8

Enquanto a Microsoft anunciava ontem o lançamento mundial do novo sistema operacional Windows 7, todas as bancas de camelôs da rua Santa Ifigênia, no centro da capital paulista, já comercializam a versão pirata do sistema. Alguns já tinham a versão Ultimate, que nas lojas deverá custar R$ 699, há pelo menos duas semanas. "O preço é R$ 10, mas para a moça eu faço por R$ 8", disse um camelô à repórter do Estado. "Esse tem garantia. Se não der certo, pode voltar que nós trocamos", disse o vendedor. Algumas bancas vendiam o pirata mais caro, por R$ 15, e a procura estava satisfatória. "Todas as versões que eu copiei venderam rapidinho. Para o sábado, quando o movimento é mais forte, vou trazer 50 cópias", disse outro camelô.

Andrea Vialli e Renato Cruz, O Estadao de S.Paulo

22 de outubro de 2009 | 00h00

Osvaldo Barbosa de Oliveira, diretor geral de consumo e online da Microsoft Brasil, afirmou ontem que a empresa melhorou o método para reconhecer cópias piratas. Os criminosos normalmente usam duas formas para piratear o sistema. Uma delas é roubar uma chave de identificação do produto de um grande cliente corporativo. Outra é instalar um software que impede a validação online do sistema operacional.

Segundo Oliveira, o Windows 7 permite identificar mais rápido e bloquear as chaves roubadas. Além disso, o próprio sistema operacional consegue verificar a presença de um software que inibe a validação pela internet. "Chega um momento em que o software pirata para de funcionar", disse o executivo.

Quando o sistema pirata é identificado, a tela de fundo fica preta e aparece um aviso de que o usuário pode ter sido enganado. Depois disso, o sistema pede a confirmação do usuário para executar várias tarefas, o que torna o uso do sistema mais difícil. Quem tem o Windows 7 original tem acesso ao Microsoft Security Essentials, um antivírus gratuito da Microsoft, e a atualizações do sistema via internet. "Hoje, o sistema operacional é dinâmico, e passa por várias modificações durante sua vida de uso", explicou.

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