Não coma nada que não consiga pronunciar

Novo livro do americano Michael Pollan, 'Regras da Comida', chega às livrarias

Cíntia Bertolino,

09 de setembro de 2010 | 09h49

 

 
 

 

Regras da Comida, novo livro do americano Michael Pollan, está chegando às livrarias. Publicada no Brasil pela editora Intrínseca (R$ 19,90), a obra saiu nos Estados Unidos no começo do ano e oferece exatamente o que o título propõe. São 64 regras em que o autor vai direto ao ponto, sem perder a dimensão das coisas. "Quebre as regras de vez em quando. A obsessão por regras alimentares faz mal a sua felicidade e, provavelmente, a sua saúde também."

 

De certa forma, o novo livro condensa o que o autor explora profundamente em O Dilema do Onívoro (Intrínseca, 2007) e Em Defesa da Comida (Intrínseca, 2008), obras essenciais para quem gosta de comer bem.

 

A ideia deste "manual da sabedoria alimentar" surgiu quando o autor escreveu um artigo para o jornal The New York Times e pediu aos leitores que sugerissem "diretrizes do bem comer". A resposta foi imediata e avassaladora, com 2.500 sugestões, muitas descartadas, mas algumas incluídas no livro.

 

"Comer, hoje, virou uma coisa complicada", diz o autor na introdução, referindo-se aos modismos e embalagens repletas de nomes – ácidos graxos, ômega-3, polifenóis – que antes interessavam apenas a nutricionistas e médicos.

 

A leitura desses pequenos provérbios, como Pollan gosta de classificá-los, é rápida e fluida. Foram escritos por ele e inspirados no folclore, em pesquisas científicas e, sobretudo, na tradição de mães, avós e bisavós.

 

A base sobre a qual todas as regras se sustentam é: "Coma comida, principalmente vegetais. Não em excesso." As regras de Pollan têm aspectos divertidos, como "evite produtos alimentícios que contenham ingredientes que um aluno do terceiro ano não consiga pronunciar" e "não coma nada que sua avó não reconheça como comida".

 

E há as regras que batem direto no fast food: "Não é comida se tem o mesmo nome em todas as línguas (Pense em Big Mac, Cheetos ou Pringles)" e "só coma alimentos que acabarão apodrecendo". Para quem não leu nenhum livro de Pollan (ou simplesmente se interessa por comida), esse pequeno volume é uma simpática introdução.

 

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