''Não dá para andar a 20km/h''

Advogado diz que lei não resolve

Ana Bizzotto, SÃO PAULO, O Estadao de S.Paulo

27 de novembro de 2009 | 00h00

Com mais de 500 mil quilômetros rodados sobre duas rodas, o advogado Reinaldo de Carvalho nunca sofreu acidentes. Apesar da cautela, ele admite trafegar entre faixas nos 60 quilômetros diários que enfrenta de Jundiaí, no interior de São Paulo, até o escritório, no centro da capital, onde fica também a Federação de Motoclubes de São Paulo, da qual é presidente.

"Estamos em um país tropical. Não dá para andar de moto a 20 km/h sob esse sol escaldante", diz.

Para ele, proibir a fila de motos não resolverá o problema. "Esse projeto foi feito por quem nunca andou de moto. Não dá para fiscalizar as 660 mil motos que trafegam em São Paulo. O que falta é educar os motoristas", avalia. Caso o projeto seja aprovado, Carvalho vai começar a ir de carro ao trabalho. "A moto é uma saída para o trânsito. Se ela não anda, não tem vantagem."

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