Não é chapa quente. É vapor

A água em estado gasoso é a protagonista da casa. Das entradas à sobremesa, tudo é feito no vapor. Nada mais justo, portanto, do que essa hamburgueria que inaugura oficialmente hoje ter o nome de Vapor

JOSÉ ORENSTEIN, O Estado de S.Paulo

29 Novembro 2012 | 02h10

A técnica vem dos Estados Unidos. Um dos quatro sócios descobriu em um programa de TV que, em Connecticut, na cidade de Meriden, os hambúrgueres eram cozidos apenas em vapor d'água. Lançou a ideia para os amigos, que resolveram radicalizar: na lanchonete deles não só o hambúrguer, mas também as entradas, como as minialmôndegas de calabresa e os jalapeños com queijo de cabra, são feitos no vapor. E até o bolinho de chocolate que encerra o cardápio.

O restaurante ocupa o espaço onde funcionou o Aldina, na Vila Madalena, agora repaginado, com ares nova-iorquinos. Tijolos aparentes, ladrilho hidráulico amarelo e lâmpadas a meia-luz compõem o ambiente.

Os quadrinistas Fábio Moon e Gabriel Bá escreveram num grande quadro negro as opções do menu, que, à mesa, chega em pranchetas escolares. Está lá gravado: "Não fritamos, não grelhamos, não usamos chapa". Do salão, com 48 mesas, observa-se a cozinha, onde caixas metálicas sobre recipientes de água fervendo comprovam a proposta da Vapor. A carne usada nos hambúrgueres é entrecôte, como no Beer Burger, marinado na cerveja e servido com queijo.

Tem também sanduíche de salmão e cachorro-quente, entre outros. Cada sanduíche é servido num tipo de pão, encomendados pelo chef Breno Berdu a um padeiro amigo. Pão, aliás, é a única coisa que, na Vapor, é esquentado na chapa. Milkshakes feitos com sorvete Diletto e alguns rótulos de cervejas nacionais e importadas escoltam a comida vaporizada.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.