Não havia como prever terremoto em Caraíbas, diz Aécio

Governador de MG afirma que não houve nenhum alerta técnico sobre a necessidade de remover os moradores

Raquel Massote, Agencia Estado

10 de dezembro de 2007 | 19h00

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), avaliou nesta segunda-feira, 10, que não havia como prever um terremoto na proporção do registrado em Caraíbas, distrito de Itacarambi, no norte do Estado. O abalo sísmico de domingo, 9, provocou a morte de uma menina de cinco anos, deixou seis pessoas feridas e 380 desabrigadas. "Alguns abalos já ocorreram no passado, mas nada que inspirasse ou justificasse um terremoto nesse volume. Nós fizemos o que foi possível fazer. A partir do momento que foi detectado, removemos a família, mas não houve nenhum alerta técnico sobre a necessidade de se fazer isso anteriormente."   Aécio vai à cidade onde terremoto deixou um morto Terremoto está entre os 15 maiores já registrados no País Festa em povoado vizinho evitou mortes  'Foi um estrondo, como um trovão', diz moradora de cidade atingida por tremor Veja mais fotos da destruição na cidade   O governo mineiro solicitou à Universidade de Brasília (UnB) um levantamento para definir a área que pode sofrer novos abalos e as causas do tremor. O governador também já assinou a homologação do decreto de estado de emergência no município. Aécio, que esteve hoje em Caraíbas, informou que de acordo com os especialistas da UnB não há nenhuma previsão de que outro tremor possa voltar a atingir a região.   A partir de agora, segundo ele, a idéia será delimitar o perímetro suscetível a outros abalos e educar as pessoas da região para que possam deixar as casas mais rapidamente no caso de um novo terremoto. "Não há como ter garantias de que isso vai ser feito com antecedência", ressaltou o governador. Da mesma forma, os prefeitos da região deverão realizar uma vistoria nas moradias afetadas.

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