Nasa canibaliza projeto Apollo para voltar à Lua

Engenheiros da Nasa como Jim Snoddy não se limitam a olhar para projetos e ou visitar o almoxarifado quando precisam de idéias - e peças - para o próximo passo do programa espacial americano. Eles vão aos museus. Encarando prazos estritos e financiamento incerto na missão de enviar astronautas de volta à Lua e, depois, para Marte, a Nasa está canibalizando e estudando peças de seus anos de glória, que culminaram com o pouso do módulo Águia na Lua, em 1969.Snoddy, um gerente do Centro de Vôo Espacial Marshall, vem retirando válvulas e peças de exibições do projeto Apollo, enquanto supervisiona a construção dos estágios superiores no novo foguete lunar, batizado Ares 1. Algumas das peças e da documentação só existem em museus, segundo ele.A estratégia faz sentido: o motor em que Snoddy está trabalhando, um J-2X, é uma versão atualizada no J-2 que impulsionou o terceiro estágio do Saturno 5, o foguete que levou os primeiros astronautas à Lua. "Vamos voltar aos dias de simplicidade. Poderíamos complicar, mas para quê?", diz Snoddy.O chefe do setor de análises de veículos do Centro Espacial, diz que dificilmente alguma das relíquias do programa Apollo voltará a voar: as peças serão usadas para pesquisa e desenvolvimento. Alguns engenheiros que trabalharam na corrida espacial dos anos 60 estão sendo chamados de volta para assessorar jovens que sequer tinham nascido quando o primeiro homem pisou na Lua.O novo projeto de exploração espacial com astronautas, chamado Constellation, está tirando lições do passado para cumprir a meta de lançar o foguete Ares até 2014. O administrador da Nasa, Michael Griffin, já se referiu ao novo programa como um "Apollo anabolizado".

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