Nasa encontra gêiseres em lua de Saturno

Uma pequena e fria lua de Saturno pode conter grandes estoques de água líquida que poderiam sustentar a vida, revelou a Nasa nesta quinta-feira. A sonda Cassini enviou à Terra imagens que revelam gêiseres semelhantes aos do Parque Nacional de Yellowstone nos Estados Unidos na lua Encélado. Os pesquisadores puderam ver "jatos gelados e altos" de partículas sendo ejetados com velocidade pela superfície da lua. Enquanto ainda não tem certeza, a Nasa acredita que a melhor explicação para os gêiseres seria próxima a reservas de água líquida na superfície."Ao que parece nós temos todos os elementos que os especialistas alegam há tempos que seriam necessários para organismos vivos" disse Carolyn Porco, da equipe da Cassini. "E é isso que acreditamos ter aqui. Nós encontramos outro meio ambiente no nosso sistema solar, em um lugar bastante surpreendente, que poderia receber elementos vivos. É claro que nós nunca saberemos até irmos até lá, mas é uma possibilidade extremamente empolgante".A Nasa já havia encontrado anteriormente indicações de grandes oceanos de água líquida em outras luas, mas que estão cobertos por uma camada de quilômetros, gigantes depósitos de gelo. A Encélado aparenta ter água líquida a apenas alguns metros de sua superfície.Empolgados com a descoberta, alguns cientistas disseram que a lua deveria ser incluída na pequena lista de lugares no sistema solar que são mais aptos a possuírem vida extraterrestre. Se a Encélado realmente abriga vida, ela provavelmente consiste em micróbios e outros organismos primitivos capazes de viver em condições extremas, disseram os cientistas.Saturno está a cerca de 1,3 bilhões de quilômetros da Terra. A Encélado mede 505 km e é o objeto mais brilhante do sistema solar.A Sonda Cassini-Huygens é um projeto colaborativo da Nasa e da agência espacial européia. A nave foi lançada em 1997 e entrou na órbita de Saturno em 2004.As descobertas estarão na edição desta sexta-feira da Science.

Agencia Estado,

09 de março de 2006 | 17h54

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.