Navegar na web pelo telefone custa (muito) caro

Com o crescente hábito de acessar a internet pelo celular, parece uma boa idéia usar a rede para checar e-mails, obter dicas da cidade, como restaurantes, shows e transporte, ou consultar serviços de mapas online. Mas aí mora o perigo: acessar a internet pelo telefone móvel no exterior pode sair bem caro! Pela Vivo, cada megabyte (1.024 kilobytes) de tráfego de dados no exterior custa R$ 35. Na Tim, o valor é um pouco mais alto: R$ 39 pela mesma quantidade de dados. A Claro não tem tarifa única para navegar na web em todos os países. Nos Estados Unidos e na América Latina, paga R$ 24 por megabyte (MB) se usar as redes de operadoras parceiras. Na Europa o preço chega a R$ 71 e, em outros países, o megabyte pode custar inacreditáveis R$ 94. No Brasil, cada megabyte custa em torno de R$ 6, conforme a operadora. Apenas para ter uma idéia, ler e responder e-mails com um aplicativo especial, como o do Gmail, consome cerca de 200 kilobytes (KB). Acessar uma única página de um site também consome cerca de 200 KB. Parece pouco, mas faça as contas. Imagine só se você se empolgar e começar a ler jornais do país onde se encontra, consultar guias ou mesmo se localizar pela cidade, usando aplicativos como o Google Maps no celular? É muito bacana, mas o prejuízo pode ser grande. Se você quer muito usar seu telefone para navegar na internet, pergunte nas lojas das operadoras de celular locais se elas oferecem chips pré-pagos que dão direito a tráfego de dados. No Reino Unido, as operadoras Vodafone e O2 têm um pacote ilimitado de internet por £ 7,50 (cerca de R$ 24) por mês. Mas atenção: para usar o chip de outra operadora no seu telefone, o aparelho precisa estar desbloqueado. Antes de viajar, peça o desbloqueio, que é gratuito, à sua operadora. CELULAR WI-FI Caso seu celular seja compatível com redes sem fio (Wi-Fi), nem pense em acessar a web por meio das operadoras. Principalmente em países mais desenvolvidos, não faltam locais com Wi-Fi disponível, como aeroportos, hotéis, cafés e restaurantes. É só conectar e navegar sem preocupações. Quem costuma levar o notebook nas viagens também pode entrar na rede em locais Wi-Fi. Agora, se você não tiver um laptop e não quiser se arriscar, o jeito é ir até um cybercafé. Não é o ideal, mas resolve.

30 Junho 2008 | 00h00

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