Navio australiano busca sinais de suposta caixa-preta de avião da Malásia

Um navio australiano que captou sinais eletrônicos possivelmente emitidos pela caixa-preta do avião malaio desaparecido há um mês não conseguiu detectar outros "bips", e o tempo está se esgotando, disseram autoridades nesta terça-feira.

LINCOLN FEAST E SWATI PANDEY, Reuters

08 Abril 2014 | 09h05

Angus Houston, diretor da agência australiana que coordena as buscas no oceano Índico, disse que a operação está num momento crítico, porque as baterias que alimentam os pulsos eletrônicos teoricamente já chegaram ao fim da sua vida útil, estimada em 30 dias.

Um equipamento norte-americano transportado pela embarcação australiana Ocean Shield detectou no fim de semana dois sinais eletrônicos consistentes com as emissões das caixas-pretas. O primeiro sinal durou mais de duas horas, e o outro, cerca de 13 minutos.

Segundo Houston, essa é a melhor pista sobre a localização do avião, mas as tentativas de determinarem sua origem com maior precisão fracassaram até agora.

"Se não recebermos mais transmissões, temos uma área razoavelmente grande para perseguir no fundo do oceano, e isso demorará muitíssimo. É um trabalho muito lento, extenuante."

O Boeing 777 da Malaysia Airlines desapareceu em 8 de março com 227 passageiros e 12 tripulantes, na rota Kuala Lumpur-Pequim. Seu último contato com os controladores de voo aconteceu cerca de uma hora depois da decolagem. Em seguida, os aparelhos de localização foram desligados, e o avião fez uma brusca alteração de rota.

Dados de satélites sugerem que o voo MH370 caiu cerca de 1.680 quilômetros a noroeste de Perth, na Austrália, perto da área onde os sinais eletrônicos foram captados.

Caso novos sinais permitam uma localização mais precisa, um submarino teleguiado será usado para buscar destroços no fundo do mar. Na terça-feira, 14 aeronaves e 14 embarcações participariam das buscas.

(Reportagem adicional de Jane Wardell, em Sydney, e Anuradha Raghu, em Kuala Lumpur)

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