Navio de minério de ferro da Vale tem permissão para atracar em porto chinês

Um cargueiro gigante de minério de ferro de propriedade da Vale foi autorizado a atracar em um porto chinês na semana passada, mostraram dados da Reuters, o primeiro desde que a mineradora brasileira assinou acordos com dois dos maiores grupos de transporte da China, em investida que foi vista como um descongelamento de relações.

REUTERS

10 de outubro de 2014 | 07h31

Donos de embarcações chineses se opuseram ao acesso para mega-navios da Vale de porte de 400 mil toneladas, conhecidos como Valemax, dizendo que eles poderiam piorar o excesso de oferta em transporte e roubar participação de mercado. Em 2012, o Ministério dos Transportes proibiu os navios nos portos da China, citando preocupações de segurança.

Mas no mês passado, a Vale assinou acordos com as empresas apoiadas pelo Estado chinês Cosco e China Merchants Energy Shipping em um movimento que marcou um avanço no longo impasse e levou os analistas a preverem que os navios Valemax estariam em breve atracando no maior consumidor de minério de ferro do mundo.

O mega-navio Shandong Da Ren atracou no porto Dongjiakou em Qingdao, leste da China, em 2 de outubro, no início de um feriado nacional de sete dias, e partiu para Cingapura em 4 de outubro, de acordo com dados de rastreamento da Reuters.

O navio, que era conhecido como Vale Malásia até a mineradora assinar um contrato de fretamento com a estatal chinesa Shandong Shipping Corporation no ano passado, tinha entrado pela última vez em um porto chinês em abril de 2013, na primeira entrada de um Valemax desde a proibição chinesa de 2012, embora não tenha ficado claro porque fora autorizado a entrar.

O Ministério dos Transportes e a Vale China não retornaram pedidos para comentar quando contatadas pela Reuters nesta sexta-feira.

A incapacidade da Vale de atracar seus grandes cargueiros de minério de ferro nos portos chineses frustraram suas tentativas de reduzir custos de frete e competir com rivais australianas como a BHP Billiton e a Rio Tinto, que estão mais perto de China.

(Reportagem de Brenda Goh)

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