Negado o último pedido para tombar cinema de SP

A esperança de que o Cine Belas Artes continuasse existindo no edifício da esquina da Rua da Consolação com a Avenida Paulista acabou. O cinema não será tombado, como pretendiam seus defensores, o que significa dizer que o proprietário poderá realizar as alterações que quiser no prédio e imediatamente alugar o imóvel para que ali seja construída uma loja, provavelmente.

AE, Agência Estado

29 de novembro de 2011 | 08h17

O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) entendeu que o Cine Belas Artes, como bem imaterial, pode ser tema de um registro de memória, e não ser tombado. Em outras palavras, pode ganhar o registro em um livro, uma placa no local e um reconhecimento que incentive políticas públicas.

"Podemos chegar à conclusão, por exemplo, que o cinema de arte impactou gerações, que criou uma riqueza grande para a cidade e deve ser incentivada como prática", afirma a presidente do Condephaat, Fernanda Bandeira de Mello. Ela afirma que o tombamento não garantiria a permanência do cinema e não há valor histórico em termos de arquitetura no prédio, que foi inaugurado em 1943 e desde 1967 abrigava o Belas Artes.

O tombamento era analisado pelo Condephaat desde 3 de outubro, após pressão do grupo interessado na permanência do Belas Artes. O processo também passou pelo órgão municipal de patrimônio, o Conpresp, que informou que não pode tombar o uso do imóvel.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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