Negado semiaberto para Suzane

Juíza considerou perigosa a reinserção da presa na sociedade

Josmar Jozino, O Estadao de S.Paulo

21 de outubro de 2009 | 00h00

Suzane Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais em 31 de outubro de 2002, no Campo Belo, zona sul da capital, sofreu ontem nova derrota na Justiça. A juíza da Vara das Execuções Criminais de Taubaté, Sueli Zeraik de Oliveira Armani, negou a progressão da ex-estudante para o regime semiaberto por considerar prematura e perigosa sua reinserção no convívio social.

A juíza observou que Suzane, presa em Tremembé, no interior de São Paulo, foi submetida a avaliação social e demonstrou fragilidade, discurso pronto e se ateve à linha de raciocínio sempre com objetividade. Segundo a juíza, Suzane se preparou para impressionar, se emocionou e até chorou.

De acordo com a juíza, no exame criminológico Suzane teve dificuldade em articular seus conteúdos psicológicos. Sueli Zeraik citou relatos do desembargador Antonio Manssur, que considera o semiaberto um incentivo à fuga e, por isso, defende maior rigor na concessão de benefícios e na escolha dos beneficiados.

O pedido havia sido feito pela defesa em maio. O andamento do processo foi suspenso pela Justiça em 12 de agosto, após o Estado revelar que Suzane poderia ter um perfil no Twitter. Mas depois a defesa e o Ministério Público concordaram em dar prosseguimento à análise do benefício, sem prejuízo das investigações.

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