Nenhum dos detidos em arrastão mora em Praia Grande

Tumulto envolvendo cerca de 1.500 pessoas na virada do ano acabou com 13 pessoas presas

AE, Agência Estado

02 Janeiro 2009 | 08h54

Dos 13 detidos - todos homens e dois são menores de idade - no tumulto causado por cerca de 1.500 pessoas nas primeiras horas de 2009 em Praia Grande, no litoral paulista, nenhum vive na cidade: oito moram na capital paulista, quatro em Campinas e um em Jundiaí. Na confusão, vários bens públicos e privados na orla da praia, nos bairros do Jardim Guilhermina e Aviação foram destruídos. Três policiais militares e três manifestantes ficaram feridos levemente. Eles foram medicados e posteriormente liberados.Revoltados, parentes de quatro dos 13 detidos afirmam que os jovens não destruíram nada e estavam apenas no meio da multidão. "Eles só saem com a família, não são meninos de balada ou baderna", disse a secretária e estudante de Direito Ana Maria Brasil, que mora na Barra Funda, zona oeste de São Paulo.Seu sobrinho, o estudante de Enfermagem Paulo Tadeu, de 20 anos, foi detido junto com o irmão, de 17 anos, e dois colegas, quando voltava para o apartamento da sua família, na Praia da Aviação. "A gente estava fugindo do tumulto quando a polícia chegou. Apontaram uma arma para a cabeça do meu amigo e nos fizeram ajoelhar. Tentamos falar que não tínhamos nada a ver, mas não adiantou", disse o jovem, afirmando que os policiais utilizaram muita violência e passaram duas horas no camburão, antes de ser levados à delegacia.

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