Nenhum 'rastro' é encontrado de teste nuclear norte-coreano

Um mês depois do teste nuclear da Coreia do Norte, uma agência de monitoramento disse nesta terça-feira que é altamente improvável encontrar algum traço radioativo "quente" da explosão, potencialmente deixando questões essenciais sobre o dispositivo sem resposta.

Reuters

12 de março de 2013 | 11h16

A falta deste tipo de evidência científica pode tornar difícil determinar que tipo de material físsil foi usado no terceiro teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, que foi detectado por monitores sísmicos.

O Tratado para a Proibição Completa dos Testes Nucleares, que tem uma rede global de estações de monitoramento destinada a captar traços radioativos emitidos a partir de testes, disse que ainda não tinha encontrado qualquer sinal deste tipo.

"É muito improvável que registremos qualquer coisa a esta altura ... nesta fase tardia", afirmou a porta-voz do Tratado, Annika Thunborg.

A porta-voz não deu detalhes, mas a falha em detectar traços radioativos pode indicar que a Coreia do Norte conseguiu evitar qualquer liberação deste tipo de partícula na explosão subterrânea do 12 de fevereiro.

Mas a organização já monitora possíveis violações ao tratado, alocando mais de 270 estações em todo o mundo para observar sinais de testes atômicos, incluindo ondas sísmicas e traços radioativos.

Sem a prova de rastreamento, no entanto, autoridades dos EUA e aliados disseram que seria muito difícil para pessoas de fora determinarem se o último teste envolveu um núcleo de plutônio ou de urânio.

(Reportagem de Fredrik Dahl)

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