Nepalesas organizam grande expedição feminina ao Everest

'Primeira Expedição Exclusiva de Mulheres ao Everest' terá dez integrantes de diferentes regiões do Nepal

Efe,

18 de fevereiro de 2008 | 13h27

Dez jovens mulheres de diferentes regiões do Nepal, entre elas uma adolescente de 17 anos, organizam a primeira grande expedição feminina ao topo do mundo, o monte Everest. Elas formarão a "Primeira Expedição Exclusiva de Mulheres ao Everest".   A expedicionária mais jovem, Nima Doma Sherpa, nasceu aos pés do Himalaia e tanto seus pais como seus irmãos passavam o dia fora de casa trabalhando como guias. "Eu também queria conseguir algo e escalar desde que era muito pequena", explica Sherpa, acrescentando que freqüentemente se juntava a seus parentes para fazer "trekking".   Se o conseguir, Sherpa será uma das mulheres mais jovens a chegar ao pico mais alto do mundo. "Estou muito contente de escalar a montanha. Se a sorte estiver comigo e as condições meteorológicas o permitirem, espero chegar ao cimo", diz Sherpa.   Embora no passado pequenas expedições femininas tenham sido organizadas, poucas mulheres chegaram até agora ao teto do mundo, a quase 8.850 metros de altitude, onde é habitual ir acompanhado por experientes guias da região. A japonesa Junko Tabei se tornou a primeira mulher a subir o Everest em 1975 e sete mulheres nepalesas voltaram a fazê-lo desde 1993.   "Há muitos escaladores em expedições comerciais que sobem a montanha sem nenhuma experiência anterior, mas estas meninas já tiveram um treinamento prévio", assegura um ajudante da expedição, Da Gombu Sherpa, veterano escalador com mais de 30 anos de experiência.   Além dele, também irá com a expedição Pemba Dorje Sherpa, que ostenta o recorde mundial na subida ao Everest, uma façanha que conseguiu em apenas oito horas e dez minutos.   Também entre as expedicionárias estão experimentadas escaladoras, como Sushmita Maskey, de 28 anos, que em 2005 chegou aos 8.800 metros e não chegou por 50 metros ao cimo do mundo. Antes de acometer a ascensão ao teto do mundo,o grupo chegará ao cimo do pico de Island, a 6.160 metros de altitude.   "Nosso objetivo também é encorajar outras mulheres a cumprir seus sonhos em todos os âmbitos", diz a escaladora Maskey, acrescentando que subidas deste tipo "abrirão as portas para que existam, por exemplo, guias para expedições femininas".   Maskey será acompanhada na subida por mulheres com profissões diversas: uma jornalista, uma esteticista, uma acupunturista e uma ativista de Direitos Humanos, entre outras.   O Programa de Desenvolvimento da ONU e o Programa de Alimentos da ONU (WFP) financiam um quarto do custo da expedição, por isso que as escaladoras, em nome das Nações Unidas, defenderão a luta contra a mudança climática em sua subida.   No entanto, as jovens escaladoras ainda têm que conseguir a metade do custo da expedição, valor que chega a US$ 203.392.   Embora o Everest não seja considerada uma montanha especialmente difícil, as condições climatológicas são um fator que costuma a determinar o sucesso de uma expedição.   Cerca de 2 mil pessoas subiram o Everest desde que o neozelandês Edmund Hillary, que morreu em 11 de janeiro passado, e o "sherpa" Tenzing Norgay o fizessem pela primeira vez no dia 29 de maio de 1953.

Tudo o que sabemos sobre:
Everestmulheres

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.