Neto mata avós e tia em Porto Feliz-SP

A polícia prendeu nesta quinta-feira o avicultor Elthon da Silva dos Anjos, de 22 anos, acusado de matar os avós e uma tia a facadas, no bairro rural de Gramadinho, em Porto Feliz (SP). O rapaz , que morava com os avós, disse à polícia que cometeu os crimes porque a avó ameaçava denunciá-lo à mãe. Ele é usuário de cocaína. Na noite de terça-feira, depois de uma discussão, Elthon matou a avó Margarida Monteiro de Oliveira, de 60 anos, o avô Adelino de Oliveira, de 65, e a tia, Sirlene Aparecida de Oliveira, 35 anos.

CHICO SIQUEIRA, Agência Estado

02 de agosto de 2012 | 20h09

"Ele nos contou que matou primeiro a avó e que decidiu matar as outras vítimas porque elas acordaram e o viram cometendo o crime e tentaram impedi-lo", contou o delegado de Porto Feliz André Marinho Bonan. Segundo ele, o acusado disse estar sob efeito de drogas. "Num dos corpos foram mais de 10 golpes", disse. Os corpos foram encontrados no dia seguinte por uma sobrinha que foi até a casa porque ninguém atendia ao telefone. "A sobrinha percebeu que Elthon não estava e o carro do avô, um Fiat Pálio, não estava na garagem", disse Bonan. "Foi nossa primeira suspeita", disse.

As suspeitas aumentaram depois que Elthon voltou à residência dos avós, na tarde de quarta-feira, sem o carro, contando que havia sido sequestrado. Ao levar a polícia para um suposto cativeiro, caiu em contradição e na manhã desta quinta-feira, após interrogatório, confessou o crime. "Ele contou que retirou R$ 100 da bolsa da avó e foi até a cidade de Itu comprar mais drogas, mas chegando lá, bateu o carro numa motocicleta e voltou a Porto Feliz, onde inventou essa história", contou o delegado.

Segundo o delegado, Elthon morava em Monte Mor e havia retornado recentemente a Porto Feliz, sua cidade, indo morar numa edícula, nos fundos da casa dos avós. Segundo Bonan, o rapaz teve prisão temporária decretada de 30 dias pela Justiça e vai responder por triplo homicídio. O delegado disse que, por enquanto, não suspeita da participação de um segundo criminoso. "O depoimento dele nos convenceu e não conseguimos provas disso (de outro criminoso). Ele agiu sob efeito do entorpecente e como era um idoso e uma mulher, teve forças para praticar o crime sozinho", disse. Mas, segundo ele, só vai descartar totalmente a hipótese depois que fizer a reconstituição, marcada para a próxima terça-feira.

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