Helvio Romero/Estadão
Helvio Romero/Estadão

Nextel sai em busca de investidores em feira de empreendedorismo

Plano da empresa é ampliar em 90 unidade suas atuais 250, sendo que 60 delas em São Paulo e 30 no Rio de Janeiro

Renato Jakitas, O Estado de S. Paulo

18 de fevereiro de 2017 | 05h00

A empresa de telefonia Nextel vai aproveitar a Feira do Empreendedor do Sebrae-SP, que acontece neste final de semana em São Paulo, para prospectar investidores para seu plano de expansão via lojas licenciadas e representações. O plano da marca é ampliar em 90 unidades suas atuais 250, sendo que 60 seriam inauguradas no Estado de São Paulo e as demais 30 na cidade do Rio de Janeiro.

O projeto de expansão da Nextel acontece em um momento em que ampliar as redes de comercialização é apenas fundamental para que a marca se mantenha relevante entre as demais operadoras do mercado. Até por isso, a empresa lançou em dezembro do ano passado sua rede de internet 4G, em um movimento que exigiu um investimento de ao menos R$ 455 milhões, que foi quanto a Nextel pagou para arrematar a faixa de 1,8 gigahertz (GHz) na Região Metropolitana de São Paulo.

Hoje, a Nextel tem 5,1% de participação no mercado de São Paulo, posição que sem mantém estável desde o início do ano passado, segundo o diretor comercial da Nextel, Fabio Ribeiro. "A gente tem um plano ambicioso de 90 lojas. Por isso mudamos a estratégia e estamos participando pela primeira vez de uma feira desse tipo", conta o executivo. "O mercado de telefonia vem crescendo mês a mês apesar da crise e por isso acreditamos no interesse do público", destaca Ribeiro.

Custos. A modalidade de vínculo que a empresa oferece ao investidor é o de licenciamento de marca, onde não exite pagamento de royalty, nem taxa de propaganda. E o sistema de bonificação leva em consideração a receita futura auferida com os clientes pelo sistema de cobrança recorrente dos serviços. Mas, resumindo a história, segundo Ribeiro, a venda de 150 ou 200 linhas pode gerar um faturamento de R$ 60 mil para o investidor. Já a margem de lucro líquido, que é quanto de fato o empreendedor pode colocar no bolso no final do mês, não foi revelada. 

"A margem vai depender do tamanho do negócio e da área de atuação. E ela pode variar muito", justifica o executivo. 

O investimento médio para uma operação licenciada é de R$ 120 mil. Mas até esse montante, conta Fabio Ribeiro, está sujeito ao tipo do negócio e a área de atuação escolhida.

 

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