Neymar declara apoio a Aécio, apesar de cartilha de Dunga

O capitão da seleção brasileira, Neymar, anunciou apoio ao candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, apesar de uma regra estabelecida pelo técnico Dunga alertando os jogadores da equipe contra a manifestação política ou religiosa.

REUTERS

24 de outubro de 2014 | 11h35

"Não podemos ter medo de nos posicionar. É um direito nosso e democrático escolher um candidato", disse Neymar em vídeo publicado no Youtube, na quinta-feira à noite.

No mesmo dia mais cedo, Dunga havia confirmado em entrevista coletiva a existência de regras impostas pela comissão técnica da seleção aos jogadores para estabelecer uma "boa convivência".

A chamada "cartilha" teria cerca de 15 itens, entre eles um veto a manifestações políticas e religiosas por parte dos jogadores, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo. Não ficou claro se as regras seriam válidas apenas para o período de permanência dos jogadores com a seleção.

No vídeo, Neymar diz que "cada voto será importante para a mudança do Brasil" e afirma que decidiu votar em Aécio devido às propostas do candidato tucano.

"Eu vou apoiar o candidato Aécio Neves, porque me identifico muito com a proposta que ele tem para o Brasil. Mas tenham a certeza que, seja qual for o resultado de domingo, continuarei à disposição do meu país e do presidente eleito pelo povo."

Neymar é cliente da empresa de marketing esportivo do ex-jogador Ronaldo, aliado de Aécio.

(Por Pedro Fonseca e Andrew Downie)

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