Níger corre contra o relógio para evitar fome aguda

População enfrenta seca mais grave, que ameaça sobrevivência de milhões de pessoas.

BBC Brasil, BBC

11 Abril 2012 | 05h21

A falta de chuva na região do Sahel, na África, está afetando duramente a população de parte do Níger, que corre contra o relógio para evitar uma crise aguda de fome.

Médicos atendem crianças subnutridas em clínicas locais, e a ONU tenta fomentar programas de apoio à agricultura e ao represamento da água.

Uma das participantes dos programas é a nigerina Maya Halida, de 50 anos, que diz ter perdido seu marido e seis filhos em decorrência da fome e de doenças.

"Claro que passamos fome", diz Maya. "Não chove, e cada ano é pior."

Um agravante da situação é a atuação de milícias islâmicas no Níger, que dificulta o trabalho humanitário na região. Para atravessar o Saara, é preciso de escolta.

A crise alimentar não é novidade no Sahel - região abaixo do Saara que engloba pedaços de países como Senegal, Níger, Mauritânia, Burkina Fasso, Mali e Sudão -, mas a situação se agravou neste ano: as colheitas foram ruins, os preços dos alimentos subiram, e a região está cada vez mais insegura.

A situação levou a ONU e ONGs a lançarem um alerta para os perigos de uma crise de fome que pode afetar até 15 milhões de pessoas.

Só no Níger, a ONU teme que a cifra de crianças afetadas pela seca aguda chegue a 400 mil. A taxa média de mortes é de dez por cento. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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