Nigeriano que tentou explodir avião quis estudar a sharia

Um nigeriano acusado de tentar explodir um avião americano de passageiros disse a seus pais, pouco antes de cortar contato com eles, que queria estudar a sharia (lei islâmica) no Iêmen, disse o governo nigeriano na terça-feira.

REUTERS

29 Dezembro 2009 | 16h03

Umar Farouk Abdulmutallab, 23, estava fazendo um curso de mestrado em Dubai quando disse a seus pais que ia ao Iêmen para passar algumas semanas estudando árabe, disse a jornalistas na capital nigeriana, Abuja, a ministra nigeriana da Informação, Dora Akunyili.

"Depois de algumas semanas, ele enviou a seus pais uma mensagem dizendo que queria permanecer no Iêmen por sete anos para estudar a sharia, e seu pai lhe disse que ele não poderia fazê-lo."

"O pai disse que a família não pagaria seus estudos nem lhe daria dinheiro para se sustentar e que ele deveria voltar a Dubai para completar seu mestrado. (Mas Abdulmutallab) disse que conseguiria tudo de graça", disse Akuniyili.

Abdulmutallab é acusado de ter tentado explodir um avião da Delta Airlines quando se aproximava de Detroit, em vôo que partiu de Amsterdã, com 300 pessoas a bordo.

Uma ala regional da Al Qaeda disse que está por trás do atentado fracassado do dia de Natal, cujo objetivo seria vingar ataques lançados pelos EUA contra o grupo no Iêmen, segundo comunicado postado na Internet.

(Reportagem de Camillus Eboh)

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