No G20, EUA e Europa pressionam Rússia sobre Ucrânia

Os líderes ocidentais que participam da reunião de líderes do G20, grupo formados pelas principais economia do mundo, acusaram o presidente russo, Vladimir Putin, pela crise na Ucrânia, ameaçando ainda mais sanções se a Rússia não retirar as tropas e armas de nação vizinha.

ALEXEI ANISHCHUK E GERNOT HELLER, REUTERS

15 Novembro 2014 | 09h54

     O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a agressão russa contra a Ucrânia era uma ameaça para o mundo, enquanto o Conselho Europeu exigiu que Moscou coloque pressão sobre os rebeldes para aceitar um cessar-fogo.

     Falando nos corredores da reunião em Brisbane, Obama colocou segurança e alterações climáticas como ponto central da reunião dos líderes, ofuscando as conversações sobre como levantar o crescimento econômico global.

     Obama disse que os Estados Unidos estavam na vanguarda da "oposição à agressão da Rússia contra a Ucrânia, que é uma ameaça para o mundo, como vimos no terrível acidente do MH17".

     A chanceler alemã Angela Merkel disse que a União Europeia considerava novas sanções financeiras contra indivíduos russos por causa da crise na Ucrânia.

     "A situação atual não é satisfatória", disse Merkel a repórteres na cúpula. "Atualmente, a lista de mais pessoas está na agenda. "

    O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, também na reunião do G20, disse que os ministros estrangeiros da Europa se reunirão na segunda-feira para avaliar a situação na Ucrânia e se novas medidas, incluindo sanções adicionais, serão necessárias contra a Rússia.       

     Um porta-voz do Kremlin disse que a crise na Ucrânia foi o único tema discutido em um encontro entre Putin e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, mas acrescentou que ambos expressaram interesse em "acabar com o confronto" e reconstruir relações. Putin também se reuniu com o presidente francês, François Hollande, e ambos concordaram em proteger os seus laços de efeitos das sanções, disse o porta-voz.

((Tradução Redação Rio de Janeiro, 55 21 2223-7132))

(REUTERS JS )

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