No lugar de modelos, marionetes dão show

Buscar uma nova forma de apresentar um desfile vem sendo o desafio de alguns estilistas desta edição da São Paulo Fashion Week. Na segunda-feira, Cavalera colocou 40 dançarinos para mostrar a coleção. E, na quarta-feira, Fause Haten, encantou a plateia ao abrir o terceiro dia de desfiles substituindo as tradicionais modelos por 19 marionetes.

AE, Agência Estado

21 de março de 2013 | 08h25

As bonecas eram inspiradas em mulheres que o estilista gostaria de ter na sua passarela - como a top Naomi Campbell e a atriz Julianne Moore. Mostrar uma coleção completa desse jeito poderia dar muito errado, mas foi um sucesso. Fause trocou as salas da Bienal, no Parque do Ibirapuera, na zona sul, pelo teatro da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), no Pacaembu, zona oeste.

No comando das marionetes, um time de seis bonequeiros, que conseguiram reproduzir com muita delicadeza movimentos típicos da passarela. Elas andaram, deitaram fazendo poses e até deram paradas com direito a mão no quadril. Arrancaram aplausos entusiasmados da plateia - e até algumas lágrimas de emoção.

Com o tema, O Fabuloso Mundo do Dr. Fause, o estilista exibiu vestidos de festa em tons terrosos e pastel, feitos de tafetá, seda e cetim. "Crio o lúdico e o sonho no desfile. E cada vez mais me interesso pelo que é menos comercial e menos corporativo possível. Meus desfiles e coleções não têm padrão nem massificação, duas coisas que são tão comuns à moda hoje", diz Fause.

Com 70 cm de altura, as bonecas de fato lembravam as feições das mulheres homenageadas. Para que tivessem o corpo esguio, como o das tops, Virgílio Zago, bonequeiro e arquiteto, criou bonecos especiais. "As marionetes convencionais possuem cabeças grandes, mas pernas e braços curtos para facilitar o movimento das cordas. O time de top de Fause precisava de pernas longas, o que restringiu um pouco a manipulação dos movimentos", conta Zago.

Custo

O novo formato do desfile também tem o objetivo de cortar custos. "Com a mudança do calendário do evento, poucas empresas aguentam os gastos", diz Fause. No ano passado, excepcionalmente, a SPFW organizou três edições, não duas. "Ter um casting lindo tem seu custo. É preciso criatividade para colocar essas mulheres no palco", diverte-se Fause.

Vitorino Campos, designer baiano, que estreou na SPFW no ano passado, apresenta amanhã, às 11 horas, a coleção de verão por meio de um vídeo. Será uma transmissão online, feita pelo endereço oficial do evento na internet, o FFW (www.ffw.com.br), e pelo site da própria grife (www.vitorinocampos.com). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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