No Natal, papa pede fim da violência no Oriente Médio

Mesmo após ataque, Bento XVI subiu ao balcão da Basílica de São Pedro para falar aos milhares de fiéis

Efe,

25 Dezembro 2009 | 11h11

O papa Bento XVI manifestou hoje sua preocupação com o Oriente Médio, a cujos habitantes pediu que deixem a violência e a vingança, e afirmou que a Igreja ajuda Honduras a "retomar o caminho institucional" e que esta é fator de identidade na América Latina e não pode ser substituída de modo algum.   Veja também: Mulher que agrediu o papa Bento XVI é hospitalizada   O pontífice fez estas manifestações durante a tradicional mensagem de Natal, pronunciada do balcão da basílica de São Pedro a dezenas de milhares de pessoas presentes.   "A Igreja vive onde Jesus nasceu, na Terra Santa, e pede a seus habitantes que abandonem toda lógica de violência e vingança, e se comprometam com renovado vigor e generosidade no caminho da convivência pacífica", afirmou o papa.   O Bispo de Roma acrescentou que, em um dia como este, também pensava "nos demais países do Oriente Médio, na situação no Iraque e naquele pequeno rebanho de cristãos que vive naquela região".   O papa denunciou que os cristãos do Oriente Médio às vezes sofrem "violências e injustiças", mas estão sempre dispostos a dar sua própria contribuição à edificação da convivência civil, "oposta à lógica do enfrentamento e da rejeição de quem está ao lado".   Bento XVI também defendeu a reconciliação e a paz no Sri Lanka, na península coreana e nas Filipinas. Além disso, ergueu a voz para "implorar o fim de todo abuso" na República Democrática do Congo. Ao citar a América Latina, o papa disse que nenhuma ideologia pode substituir a Igreja, descrita como solidária aos afetados pelas calamidades naturais e pela pobreza. Em seguida, pediu acolhimento aos que emigram de sua terra por causa da fome, da intolerância ou da degradação ambiental.   O pontífice disse ainda que a Igreja não tem medo, já que Cristo é sua força e a esperança do homem, inclusive "nesta época marcada por uma grave crise econômica - mas antes de nada de caráter moral - e por guerras e conflitos".

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