No 'novo' D.O.M., só o bar e a cozinha estão no lugar

O D.O.M. reabriu no início da semana, depois de uma reforma ? a maior desde a inauguração da casa em 1999. As alterações no salão são bem perceptíveis: o ambiente está mais clássico, com esculturas de animais brasileiros e um lustre grandioso. Em vez de 70 lugares, agora são apenas 50.

Cíntia Bertolino, O Estado de S.Paulo

04 Março 2010 | 02h57

Lembra do característico mural colorido? Foi parar no mezanino. Mas o que mais vai interessar os clientes são as novidades no cardápio.

O menu-degustação agora olha para trás, num revival gastronômico, em que os antigos frequentadores poderão rememorar pratos que marcaram a carreira do chef Alex Atala.

Pratos antigos, alguns com mais de dez anos ressurgem com receita e apresentação revisitadas pelo chef. "As receitas foram afinadas para o dia de hoje, mas os ingredientes são os mesmos", diz Atala. Surgem ao lado das novas criações.

Lembra da brandade de bacalhau que parecia moderníssima em 2003 quando entrou no cardápio? Ficou parecendo antiguinha diante da versão 2010 ? confira as duas nesta página.

Nesse festim nostálgico, entram também pratos inventados por Atala na era pré-D.O.M. "O linguado com farofa de maracujá foi um dos meus primeiros pratos, em 1994, no Filomena."

No cardápio, os pratos são apresentados com o ano de "nascimento". A sardinha com sálvia, lardo Colonato e batatas ao murro? É de 2005. O nhoque com rabada? De 1999.

A louça é espanhola; e os talheres, de prata. Quem pede o menu-degustação come com talheres escandinavos. O mezanino ainda está em reforma.

Para sintetizar a mudança, Atala é enfático: "A única coisa igual é o seguinte: o bar e a cozinha continuam no mesmo lugar", diz.

D.O.M. ? R. Barão de Capanema, 549, Jardim Paulista, 3088-0761

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