No PA, 300 madeireiros cercam ativistas do Greenpeace

Madeireiros de Castelo dos Sonhos, no sudoeste do Pará, estão em conflito desde ontem com oito ativistas do movimento ambientalista Greenpeace. Cerca de 300 madeireiros e empregados de serrarias da região cercaram a sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) da cidade, onde os ambientalistas se refugiaram. Eles impediram o transporte de uma tora de castanheira com 13 metros de comprimento até São Paulo e Rio de Janeiro, onde ela faria parte de uma exposição sobre aquecimento global. O transporte da árvore havia sido autorizado pelo Ibama. Mas ontem, o próprio órgão cassou a autorização, alegando que a medida busca não agravar o conflito em Castelo dos Sonhos, onde fiscais estão realizando uma operação contra o desmatamento. O Greenpeace acusa o Ibama de ceder à pressão dos madeireiros porque antes de revogar a autorização, o órgão entendia que a exposição seria um trabalho com finalidade cultural e educativa, importante para proteger a Amazônia. Mas, para o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Flávio Montiel, a presença do Greenpeace na base do órgão em Castelo dos Sonhos "põe em risco o bom andamento dos trabalhos que o Instituto desenvolve na região e até a segurança da equipe de fiscais". Doze homens do Exército e seis policiais civis e militares cercaram o local para impedir a invasão dos madeireiros.

CARLOS MENDES, Agencia Estado

17 de outubro de 2007 | 17h04

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