No sétimo protesto de São Paulo, clima é pacífico

A sétima manifestação em São Paulo, em 15 dias, ocorreu de forma pacífica e reuniu 100 mil pessoas ontem, segundo a Polícia Militar. Após o registro de confrontos com a PM na manifestação de terça-feira da semana passada, os conflitos e hostilidades desta vez se limitaram aos participantes - não houve confrontos.

ARTUR RODRIGUES, BRUNO DEIRO E BRUNO PAES MANSO, Agência Estado

21 de junho de 2013 | 09h25

Às 19 horas, um grupo de cerca de 150 manifestantes do PT desistiu de permanecer na passeata, por causa da crescente hostilidade por parte dos manifestantes que não queriam a presença de partidos no ato. Nesse momento, a passeata ainda se concentrava na altura da Avenida Paulista. Um manifestante teria sido ferido por uma bandeira política.

Chorando bastante, uma jovem que se identificou apenas como Marina lamentava o que chamou de intolerância. "Vivemos em um país democrático e isso não deveria acontecer. Queimar uma bandeira política é queimar o ideal de uma pessoa", disse a jovem.

Após a concentração na Praça do Ciclista, a multidão se dividiu, com um grupo marchando no sentido Paraíso e outro parado no Conjunto Nacional. Havia cartazes pedindo o fim da corrupção e a redução da maioridade penal, além de críticas aos partidos políticos. Na praça, permaneceram grupos ligados à causa original da redução da passagem, com bandeiras de movimentos ligados a partidos, como, por exemplo, o "Juntos", braço jovem do PSOL.

Shopping

Clientes do Shopping Paulista tiveram de sair às pressas durante a passagem de manifestantes pela região. As lojas foram fechadas e os seguranças conduziram as pessoas pelas portas do fundo. Mas o designer Rodrigo Sanches, de 29 anos, disse que "não houve tensão". O centro de compras permaneceu de portas fechadas.

A marcha prosseguiu pela Avenida 23 de Maio, bloqueando as pistas nos dois sentidos, quando houve nova divisão. Um grupo seguiu na direção do centro e da Prefeitura, enquanto outro caminhava para o Ibirapuera, parando na frente da Assembleia. Cerca de 1.300 pessoas se postaram na frente do Legislativo paulista, gritando contra PT e PSDB. A polícia negociou a saída pacífica de todos os participantes.

Dispersão

Naquele momento, outro pequeno grupo de pessoas já se concentrava na frente da Câmara Municipal. O policiamento havia sido reforçado no Viaduto do Chá - onde foram registrados atos de vandalismo tanto na sede da Prefeitura quanto no Teatro Municipal. Não houve incidentes e à meia-noite o movimento estava totalmente disperso. (Colaboraram Bruno Ribeiro, Diego Zanchetta e Luciano Bottini Filho). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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