No sul do Iêmen, 30 morrem em confronto envolvendo Al Qaeda

Confrontos na cidade de Zinjibar, no sul do Iêmen, causaram neste sábado a morte de 21 membros da rede Al Qaeda e nove soldados iemenitas.

MOHAMED MUKHASHAF E MOHAMMED GHOBARI, REUTERS

11 Junho 2011 | 17h44

A cidade -- capital e principal cidade da província de Abyan, no sul do país -- foi tomada no mês passado por militantes islâmicos durante o caos provocado pela sangrenta crise política no país.

Milhares de pessoas já fugiram de áreas em conflito entre o Exército e a Al Qaeda em Abyan.

Os opositores do presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, acusam-no de ter entregue Zinjibar aos militantes islâmicos para reforçar sua ameaça de que o fim de seu regime de três décadas, como querem os manifestantes pró-democracia, significaria ceder a região à Al Qaeda.

O presidente não aparece em público desde que um ataque a seu palácio na sexta-feira da semana passada o deixou com ferimentos que o forçaram a se submeter a uma cirurgia na vizinha Arábia Saudita. O embaixador do Iêmen na Grã-Bretanha disse neste sábado que ele está "em situação estável" e se recuperando.

"Ele está num quarto no hospital, não mais na unidade de terapia intensiva. Está consciente e conversando", afirmou o embaixador Abdulla Ali al-Radhi à Reuters.

Fontes médicas sauditas e autoridades iemenitas disseram que o primeiro-ministro Ali Mohammed Megawar e um outro membro do gabinete ferido no ataque tiveram de passar por mais cirurgias e descreveram o quadro deles como "grave".

Saleh enfrenta quase seis meses de protestos e múltiplas iniciativas diplomáticas para removê-lo do poder -- situação que paralisou o Iêmen e ameaça causar violência ainda maior.

A Arábia Saudita, gigante do petróleo, e países ocidentais temem que o caos possa dar à Al Qaeda uma firme base de operações no Iêmen, que é um país pobre, fica na rota das exportações de petróleo e tem sido um entrave na estratégia antiterrorismo dos Estados Unidos.

Os partidários de Saleh afirmam que ele voltará ao país dentro de alguns dias, mas seus opositores exigem que ele transfira formalmente o poder.

Na sexta-feira, dia de descanso e oração para os muçulmanos, milhares de manifestantes, de ambos os lados, saíram às ruas da capital.

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