Norte-coreanos não aparecem para trabalhar em complexo de Kaesong

Trabalhadores norte-coreanos não apareceram na terça-feira (horário local) para trabalhar no complexo industrial de Kaesong, operado de forma conjunta com a Coreia do Sul, afirmou a agência de notícias Yonhap, um dia depois de Pyongyang dizer que poderia interromper temporariamente as operações na região.

Reuters

08 de abril de 2013 | 21h58

A Coreia do Norte suspendeu nesta segunda-feira os trabalhos em Kaesong, seu único grande projeto em aliança com o vizinho do sul, em meio a uma das piores crises na península coreana desde o fim da guerra coreana, em 1953.

Além disso, trata-se da primeira paralisação do complexo industrial desde que entrou em operação, em 2004.

A tensão aumentou desde que a Organização das Nações Unidas (ONU) impôs novas sanções contra a Coreia do Norte, depois que Pyongyang conduziu um terceiro teste nuclear em fevereiro.

Desde então, aumentaram as especulações sobre a possibilidade de que a Coreia do Norte realize uma ação provocativa, seja outro teste ou o lançamento de um míssil, o que preocupa a Coreia do Sul e os Estados Unidos.

Um funcionário do governo sul-coreano não pôde confirmar a notícia da ausência dos funcionários de imediato e disse que as autoridades estavam se informando sobre a situação.

O complexo de Kaesong emprega 50.000 norte-coreanos e é uma das poucas fontes de dinheiro de Pyongyang.

Nesta segunda-feira, o funcionário Kim Yang Gon disse que a Coreia do Norte decidirá mais tarde se continuará suas operações no complexo, de acordo com a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.

Treze empresas paralisaram suas operações em Kaesong devido à falta de matéria-prima, segundo o Ministério da Unificação.

(Por Christine Kim, com reportagem adicional de Ju-min Park)

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