Nos bairros, ciclovias têm problema de zeladoria

Prestes a completar um ano, as primeiras ciclovias da gestão Fernando Haddad (PT) em bairros fora do centro expandido já apresentam problemas de falta de manutenção comuns nos espaços públicos da periferia, como em calçadas, corredores de ônibus, praças e vias usadas pelos carros.

DIEGO ZANCHETTA, Estadão Conteúdo

29 de março de 2015 | 08h05

No centro, o problema é mais evidente. Mas buracos, desníveis e falta de sinalização já aparecem em 21 quilômetros de rotas nas zonas leste, sul e norte percorridos pelo Estado na quarta e quinta-feira. Em quatro ciclovias (Tatuapé, Vila Prudente, Morumbi e Freguesia do Ó), são muitos os buracos.

Na Vila Prudente, zona leste, a ciclovia que passa pela Avenida Professor Luís Inácio de Anhaia Melo, feita pelo Metrô, tem rachaduras. "Se vem alguém muito rápido e não consegue brecar, cai com certeza", diz a dentista Fernanda Melo, de 26 anos, ao apontar buraco na ciclovia na esquina da Anhaia Melo com a Rua Susana.

Ninguém se entende sobre de quem é a responsabilidade pela ciclovia. A Prefeitura diz que o Metrô é que tem de administrar a faixa, que, por sua vez, diz que a ciclovia passou para a administração municipal em setembro.

Do outro lado da cidade, no Morumbi, zona sul, a ciclovia da Rua Dr. Fausto de Almeida Prado Penteado não tem problema de conservação. Ali, a faixa, de tão estreita, espreme ciclistas entre veículos parados e em movimento. "Está um perigo andar de bike por aqui", disse o morador Angelo Mariotti.

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