NOS PASSOS DO SOHO

A Vila Madalena passou por um processo semelhante. Destino de jovens, ganhou uma noite boêmia que valorizou a região e acabou por expulsar esses mesmos jovens de lá. "A cultura alternativa saiu da Vila Madalena e agora está sob ataque na Augusta", diz Alê Youssef, cujo Studio SP mudou do bairro para a Augusta em 2008.

O Estado de S.Paulo

25 Maio 2012 | 03h10

Há uma palavra para isso: gentrificação. Um ciclo que tem no Soho, em Nova York, o exemplo clássico. Jovens e artistas migram para um bairro, valorizando o espaço a ponto de não mais poder viver nele. E o Baixo Augusta segue por essa trilha. Em alguns anos, ela deve ter uma cara bem diferente, parecida à dos Jardins. Para Youssef, é preciso cuidar da vocação das ruas. "É tudo oito ou oitenta: agora vai virar um monte de prédios."

Sim, eles já chegaram. Os dois maiores empreendimentos são da Even - na Bela Cintra, com fundos para a Augusta - e da Esser, na esquina com a

R. Dona Antônia de Queirós. Ambos são torres com apartamentos de um e dois dormitórios, academias, saunas, piscina. Maurício Belo, diretor de incorporação da Even, diz não acreditar que os edifícios vão mudar a cara da rua. "Se você faz uso de um espaço 24 horas por dia, deixa ele mais seguro."

Para Facundo Guerra, um dos donos do Vegas, a tendência é que a região fique mais residencial. "Mas só daqui a uns cinco anos", diz ele.

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