Robson Fernandjes/AE
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Notas sobre o planeta

Desperdício de madeira nativa da Amazônia chega a 60%

Andrea Vialli e Afra Balazina, com AP , O Estado de S.Paulo

30 Junho 2011 | 00h00

Cerca de 60% da madeira que vem da Amazônia é desperdiçada por causa de ineficiência no beneficiamento. O Brasil consome por ano 17 milhões de metros cúbicos de madeira nativa - o número leva em consideração tanto a madeira extraída legalmente, em planos de manejo e áreas de concessão, como a proveniente de desmatamentos ilegais.

Só no Estado de São Paulo, o maior centro consumidor, chegam por ano 2,5 milhões de metros cúbicos de madeira da Amazônia, mas só 1,5 milhão é usado para construção civil, fabricação de móveis e outras aplicações.

"É difícil medir o quanto dessa madeira vem de manejo e o quanto vem das retiradas ilegais", disse Hélio Pereira, gerente do Programa Nacional de Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA). "Mas seria importante que o empresariado se comprometesse a reduzir esse desperdício, adotando tecnologias mais eficientes, e a população buscasse conhecer a origem da madeira que compra."

Ontem, em São Paulo, foi apresentado um balanço do programa Madeira É Legal, que busca incentivar o consumo de madeira de procedência legal e certificada na construção civil. Desde 2007, foram apreendidas cerca de 8 mil toneladas de madeira amazônica ilegal em São Paulo.

DESMATAMENTO

Depois de 25 anos, aves retornam para floresta

Os cientistas pensavam que muitas espécies de aves que viviam em fragmentos de floresta no Brasil isoladas pelo desmatamento estavam extintas. Mas uma pesquisa publicada na revista PLoS ONE mostra que várias delas voltaram a ser vistas depois de 25 anos. O estudo analisou 11 áreas de tamanhos diferentes de floresta perto de Manaus, no Amazonas. Logo após o desmatamento na região, as aves sumiram. Depois de mais de duas décadas, houve uma redução da agricultura e recuperação de fragmentos florestais, o que pode explicar o retorno das aves. Mas todos os fragmentos avaliados perderam espécies - abaixo de 10% nas áreas maiores e cerca de 70% nas menores.

NOVA YORK

Invasão de tartarugas atrasa voos no JFK

Cerca de 150 tartarugas invadiram ontem a pista de aterrissagem 4L do aeroporto internacional John F. Kennedy, em Nova York, o que causou o atraso de dez voos. "Cedemos à mãe natureza", disse Ron Marisco, porta-voz da Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, que administra o aeroporto JFK. O atraso médio nos voos foi de 30 minutos. Nessa época do ano, as tartarugas deixam as águas da baía de Long Island em busca de um local para colocar seus ovos. Elas procuram faixas de areia fina para depositá-los, e as cabeceiras do aeroporto acabam sendo um local perfeito para isso.

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