Nova Constituição da Tunísia entra em vigor

A Tunísia adotou nesta segunda-feira uma nova Constituição, num grande passo rumo à democracia no país que deu início às revoluções da Primavera Árabe e conseguiu de modo geral evitar o caos e a violência que agora assola nações vizinhas cujas revoltas inspirou.

TAREK AMARA, Reuters

27 de janeiro de 2014 | 19h01

Depois de anos sob o governo do autocrata Zine el-Abidine Ben Ali, a Carta da Tunísia tem sido elogiada como uma das mais progressistas do mundo árabe, pois designa o islamismo como religião do Estado ao mesmo tempo em que protege a liberdade de crença e a igualdade entre os sexos.

O Parlamento irrompeu em festa depois da assinatura oficial da Constituição aprovada no sábado à noite pelos parlamentares, encerrando assim meses de impasse que ameaçavam prejudicar a transição no país.

"Este é um dia excepcional para a Tunísia, onde nós celebramos a vitória sobre a ditadura. O governo e a oposição venceram, a Tunísia venceu", declarou o presidente Moncef Marzouki ao Parlamento depois de sancionar a Constituição.

O firme progresso o pequeno país do norte da África contrasta profundamente com a turbulência na Líbia e Egito, cujas populações seguiram a Tunísia e derrubaram seus líderes autocratas em 2011.

O mercado de ações da Tunísia teve alta de 1,7 por cento nesta segunda-feira, em um sinal de confiança do investidor na estabilidade do país, com a Constituição em vigor e a formação de um novo governo interino que conduzirá o país até as eleições.

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