Nova eleição em Bangladesh depende do fim da violência pela oposição, diz premiê

Um dia depois de se aproximar de uma vitória em uma eleição boicotada pela principal força de oposição e assolada pela violência, a primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, manteve sua posição de que uma nova votação pode ser convocada caso seus rivais interrompam os atos de violência.

NANDITA BOSE E SERAJUL QUADIR, Reuters

06 de janeiro de 2014 | 12h26

Com uma greve de 48 horas já convocada pela oposição e sete pessoas mortas em confrontos na segunda-feira, a crise não mostra nenhum sinal de alívio, arriscando tumultuar o país e provocar ainda mais danos à industria de vestuário de 22 bilhões de dólares, o que corresponde a 80 por cento das exportações.

A Liga Awami, de Hasina, terminou a votação com dois terços dos assentos do Parlamento em uma disputa que foi rechaçada por observadores internacionais como fraudada e classificada como uma farsa pelo oposicionista Partido Nacionalista de Bangladesh (PNB). Com menos de metade dos assentos em disputa, o resultado nunca esteve em dúvida.

"Uma eleição pode acontecer a qualquer momento em que o PNB se abra ao diálogo, mas eles devem interromper a violência", disse Hasina, de 64 anos, no gramado da residência oficial.

Muitos líderes do PNB estão presos ou escondidos, e o chefe de partido, Khaled Zia, disse estar sob uma virtual prisão domiciliar, o que governo nega.

"Ela (Hasina) não deu qualquer esperança ou sugeriu qualquer opção prática para lidar com o sério impasse político que afeta o país", disse Osman Farruk, um ex-ministro da Educação e assessor de Khaleda.

Hasina e Khaleda, de 68 anos, têm se alternado no cargo de premiê pelos últimos 22 anos, com exceção de apenas dois anos. Os dois são arquirivais.

Mais conteúdo sobre:
BANGLADESHPREMIEELEICAO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.