Nova reunião busca acabar com ocupação na USP

Encontro, na tarde desta segunda-feira, terá participação de alunos e funcionários da USP e representantes da reitoria

SOLANGE SPIGLIATTI, CARLOS LORDELO E RODRIGO BURGARELLI, Agência Estado

07 de novembro de 2011 | 12h23

Uma nova reunião entre representantes de alunos, da administração da USP e do sindicato dos funcionários da universidade (Sintusp) tentará acabar com a ocupação do prédio da reitoria. O encontro será às 14h30 desta segunda-feira, no Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH).

 

A reitoria afirma que a reunião foi agendada a pedido dos estudantes e do Sintusp. O grupo que ocupa o prédio diz que a reitoria convocou o encontro.

 

Os manifestantes anteciparam a assembleia de quarta-feira para hoje, às 20h, para deliberar se vão deixar o prédio antes das 23h, prazo estabelecido pela Justiça para a saída pacífica dos ocupantes.

 

Segundo o diretor do Sintusp Magno de Carvalho, participarão da reunião estudantes e dois professores, um da Faculdade de Direito e outro da Escola de Comunicação e Artes (ECA). "Esperamos que os representantes da USP tragam uma proposta concreta para a negociação, caso contrário, a ocupação permanece."

 

Os estudantes que ocupam a reitoria vão decidir se saem do prédio ou se vão enfrentar a desocupação forçada pela Polícia Militar. Amanhã, a reitoria vai vistoriar o edifício e enviar notificação à Justiça. Caso ele ainda esteja ocupado, será usada força para cumprir a reintegração de posse.

 

Até ontem à tarde, não havia definição se os alunos iam ou não deixar o prédio no prazo. Eles afirmam que só deixarão a reitoria caso essa decisão seja tomada por uma assembleia geral.

 

Há, porém, empecilhos para a negociação com a reitoria. Os estudantes exigem o fim do convênio da USP com a PM e a extinção dos processos administrativos contra alunos, funcionários e professores que participaram de manifestações anteriores.

 

A reitoria diz que aceita negociar os dois assuntos, mas só após a desocupação do prédio - algo que os alunos não aceitam. Além disso, a direção da universidade diz que não cogita encerrar o convênio com a PM. "Podemos apenas detalhar melhor os termos da sua atuação para aprimorá-lo. Mas não vamos revogá-lo de maneira alguma", afirmou o superintendente de Relações Institucionais da USP, Wanderley Messias da Costa.

 

A prorrogação do prazo para a saída dos estudantes até as 23h de hoje foi decidida em uma audiência judicial no sábado.

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