Nova técnica promete aumentar precisão da radioterapia

Feixes de radiação podem destruir tumores cancerosos, mas os tecidos próximos acabam sofrendo baixas também. Agora, um grupo de pesquisadores anuncia ter desenvolvido uma nova técnica que ajuda a prever a trajetória da radiação e, assim, permite que os oncologistas mirem no tumor com muito maior precisão.O uso terapêutico de radiação geralmente envolve o disparo de raios-X ou elétrons na direção do tumor. Em sua configuração mais básica, o raio tem uma configuração retangular, que penetra o corpo até uma profundidade uniforme. Mas tumores tendem a ser irregulares, e as partes do raio que perdem o câncer, ou avançam para além da profundidade das células do tumor, danificam células saudáveis.Recentemente, uma técnica chamada Terapia de Radiação de Intensidade Modulada (IMRT) passou a ajudar os médicos a atingir o tumor e poupar a carne. A técnica divide o raio em diversos feixes menores. cada feixe pode ser ajustado para um nível de energia diferente. Mais forte se o tumor for profundo na área coberta, mais fraco se o tumor é fino. Controlar os feixes não é fácil, porém. Raios-X e elétrons não seguem trajetórias previsíveis dentro do corpo, e interagem de formas imprevisíveis com os tecidos. Para melhorar a precisão, cientistas do Fox Chase Cancer Center, em Filadélfia, desenvolveram um programa de computador que simula bilhões de viagens para cada raio de radiação, a partir de um mapa do corpo do paciente. O programa então analisa estatisticamente os dados e lê a "melhor aposta", que oncologista pode usar para calibrar o equipamento. A equipe responsável apresentará seus resultado numa reunião da Associação Americana de Física na Medicina, que acontece em 1º de agosto, informa o serviço noticioso ScienceNOW. O método ainda não tem aprovação para ser usado clinicamente.

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