Novas doçuras na bandeja do Arábia

Cristiana Menichelli, ESPECIAL PARA O ESTADO,

01 Julho 2010 | 12h27

Um mesmo ingrediente. A nata fresca, artesanal, recheia os novos doces do Arábia

 

 

 

Três novos doces entraram na bandeja de sobremesas do Arábia - dá uma olhada nas fotos dessa matéria. São todos feitos à base de nata. O folhado de massa philo (foto 1, acima) é recheado com creme de nata (R$ 9,50, cada). O halewet jibne (foto 2, logo abaixo) combina semolina e mussarela de búfala, numa massa enrolada como um charutinho com recheio de nata (R$ 11,50 a porção com dois). E o mamul (foto 3, a última) é feito com duas camadas de semolina e uma de nata (R$ 9, cada).

 

Não adianta sair correndo para provar. Por enquanto, eles são servidos apenas nos fins de semana. É uma maneira de garantir o frescor.

 

"A nata é caseira, daquelas que a gente vai tirando da panela enquanto o leite ferve", conta o chef-pâtissier da casa, o libanês Samih Abou Ali. "Por isso, precisa ser consumida logo."

 

 

Mais uma delícia. É ‘aquela nata caseira que a gente tira da panela enquanto o leite ferve’

 

 

 

Ele explica que esses doces seguem a tendência atual da confeitaria libanesa, que recomenda mais leveza e menos açúcar. "Antes, os doces libaneses ficavam mergulhados na calda de açúcar. Isso não acontece mais", diz Ali, que também clarifica a manteiga usada na massa philo para torná-la mais suave.

 

Samih Abou Ali veio ao Brasil pela primeira vez em 1995. Conheceu os donos do Arábia, Leila e Sergio Kuczynski e acabou participando da montagem do Arabinha, na Vila Olímpia, onde são produzidos os doces e esfihas vendidos em todas as casas da rede.

 

Nascido em Al-Halab, perto de Beirute, Samih começou cedo na profissão por força do destino. O Líbano estava em guerra e o emprego na doceria mais antiga da cidade e uma das mais tradicionais do país parecia alternativa segura para tirar da rua um garoto na sua idade.

 

 

Outra variação. O mamul é feito com duas camadas de semolina e também uma de nata

 

 

 

"Aos 12 anos eu trabalhava na fábrica de doces Afif al-Arid, minha função era só vigiar o forno. Então, fazia a massa de baklawa escondido e depois jogava fora." O dono da fábrica descobriu o truque do menino e abriu caminho para que ele aprendesse a preparar o baklawa e as outras receitas da casa.

 

A paixão pelos doces árabes e pelas viagens levou o chef pâtissier a morar em diferentes países - Jordânia, Estados Unidos, Alemanha e, mais recentemente, Emirados Árabes.

 

"Antes de voltar para o Brasil, em março, passei dois anos em Abu Dhabi cozinhando para um xeque", conta o chef. "Para mim, fazer doces é uma possibilidade infinita de superação", explica o pâtissier que se instalou novamente no Brasil e na ala de confeitaria do Arábia.

 

 

 

ARÁBIA

 

R. Haddock Lobo, 1.397, Jd. Paulista, 3061-2203.

Praça Vilaboim, 73, Higienópolis, 3476-2201.

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