Novas sanções da ONU visam diplomatas norte-coreanos, dizem EUA

Um esboço de uma resolução de sanções do Conselho de Segurança da ONU, acordada por Washington e Pequim, visa atividades ilícitas de diplomatas norte-coreanos e as relações bancárias de Pyongyang, disse nesta terça-feira Susan Rice, a enviada norte-americana à Organização das Nações Unidas.

Reuters

05 de março de 2013 | 16h12

"Pela primeira vez, essa resolução tem por alvo as atividades ilícitas do corpo diplomático norte-coreano, as relações bancárias norte-coreanas (e) transferências ilícitas de dinheiro em espécie", disse Rice depois de uma reunião a portas fechadas do conselho de 15 nações.

"A Coreia do Norte será submetida a algumas das sanções mais duras impostas pelas Nações Unidas", ela disse a repórteres. "A extensão e o alvo dessas sanções são excepcionais e demonstram a força do compromisso da comunidade internacional com a desnuclearização" da península coreana.

O embaixador chinês, Li Baodong, disse à Reuters que o conselho podia votar a resolução na quinta-feira. A resolução com as sanções é uma resposta ao terceiro teste nuclear da Coreia do Norte, no mês passado.

"Apoiamos a ação feita pelo conselho, mas achamos que essa ação deve ser proporcional, deve ser equilibrada e concentrada em amenizar a tensão e se concentrar no caminho diplomático", disse Li.

"Um forte sinal deve ser enviado de que um teste nuclear vai contra o desejo da comunidade internacional", acrescentou.

Os dois testes anteriores da Coreia do Norte, em 2006 e 2009, fizeram com que o Conselho de Segurança impusesse sanções que incluíam uma proibição sobre a importação de tecnologia nuclear e de mísseis, um embargo de armas e uma proibição a importação de bens de luxo.

(Reportagem de Louis Charbonneau e Michelle Nichols)

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