‘Novidades’ já eram comuns

As grandes mudanças no iPhone já estavam presentes há certo tempo nos celulares. Conexão 3G, GPS, cor branca, entrada de fone de ouvido universal e integração do escritório no celular. São ferramentas que viraram tendência há quase dois anos. Steve Jobs preferiu atualizar o telefone 12 meses depois. Agora o novo iPhone 3G também fica para trás em alguns sentidos. A câmera continua a mesma, com qualidade razoável e apenas 2 megapixels. E, mesmo sendo 3G, não tem a câmera secundária para fazer ligações por vídeo. A bateria, alvo de críticas no modelo anterior, ainda não pode ser retirada. A falta de alguns recursos e integração de outros já existentes faz com que concorrentes da Apple reajam com naturalidade ao novo modelo 3G. Para as empresas, o iPhone só bate de frente com os celulares mais avançados, vendidos para um público específico endinheirado. Aparelhos voltados para música, para fotografia, etc. continuam seu caminho. Será? "Vejo que a Apple está muito alinhada ao discurso que já vínhamos falando, de que a internet, e-mails e mapas estão migrando para o mundo móvel. Com o 3G há uma competitividade maior e a indústria acelera esse processo", diz Gustavo Jaramillo, diretor de negócios e mercado da Nokia, o maior fabricante de celulares do mundo atualmente, que deverá vender no segundo semestre o N96 para concorrer com o telefone da Apple. "Enxergo o portfólio dividido em várias categorias, como música. O iPhone não concorre diretamente em todas elas", afirma Everton Caliman, gerente de produtos da Sony Ericsson, que deve trazer o modelo Xperia X1, um dos rivais do iPhone, em janeiro de 2009. POR DENTRO É aí que está. O iPhone acabou com a história de que celular bom é aquele com mais funções. Precisa também ser fácil de usar. E os controles multitoque fizeram isso muito bem. Por causa do sucesso, o novo firmware 2.0 – programa interno do iPhone – não alterou os controles. A Apple preferiu trazer uma nova forma de negócios: vender programinhas e jogos para celular, assim como faz com a loja de música iTunes. A empresa também incrementou o serviço online .Mac, agora chamado de MobileMe. Ele é pago (US$ 99) e serve para sincronizar ao mesmo tempo, pela internet, contatos e compromissos no iPhone, no computador e na página virtual. Também funciona como um disco virtual, para guardar arquivos e compartilhar com amigos ou colegas de trabalho. Vamos ver se dará certo.

16 Junho 2008 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.