Novo buggy BRM Way tem visual moderno e mecânica simples

Com carroceria de estilo bem atual vinda do Paraná, a BRM começa a montar o Way, um buggy de quatro lugares, chassi próprio e motor 1.6 refrigerado a ar. Custa R$ 24.500, mas há um desconto de lançamento de R$ 2 mil até o fim de setembro. O Way é feito de fibra de vidro, material conveniente para circular no litoral, onde as carrocerias comuns não resistem muito à ferrugem. A mecânica é simples: motor de Kombi, mas alimentado por um só carburador, para facilitar a manutenção.Por ser leve (590 kg), o Way é esperto nas saídas de farol e em algumas retomadas de velocidade. Até a terceira marcha ele vai bem, mas os pneus traseiros não deixam o buggy ganhar velocidade em quarta. Como têm diâmetro grande, eles tornam a última marcha longa demais e o motor não consegue subir de rotação. Nas primeiras voltas, também é preciso ter atenção aos freios: o Way tem pedal bem duro. É preciso dar uma boa distância do carro à frente até se acostumar. Entre as qualidades está a facilidade de estacionar: ele mede 3,50 m, menos que os 3,68 m do Ford Ka. Como é leve, nem faz falta a direção hidráulica. Mas o asfalto não é bem seu lugar. No trânsito pesado se ouve todo o barulho dos carros e caminhões. E a pequena distância entre eixos torna o Way pouco estável em retas andando acima dos 90 km/h: o carrinho balança demais quando passa em ondulações. Curvas fechadas também pedem atenção. E falta espaço para bagagens: com o estepe no porta-malas sobra lugar apenas para espalhar algumas compras. Embora montado com motor 0 km, o buggy vem com suspensões e câmbio recondicionados como forma de baixar o custo final. Já a caixa de direção, amortecedores e freios são novos.O Way é tão simples que não há nem esguicho de água para limpar o pára-brisa. Os equipamentos de série mais sofisticados são os faróis auxiliares e os instrumentos à prova d?água no painel. A pintura metálica ou perolizada encarece o buggy em R$ 420. A BRM também pode instalar outros instrumentos no painel, como um conta-giros. Retrovisores maiores seriam melhores: os originais, de moto, restringem a visão. BRM: 11-5581-6606

Agencia Estado,

14 de setembro de 2004 | 09h46

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