Novo instrumento de captação bancária movimenta R$22,2 mi no 1o dia, diz Cetip

A Cetip, maior depositária de títulos privados da América Latina, informou nesta quarta-feira que o novo instrumento de captação bancária, o Certificado de Operações Estruturadas (COE), movimentou 22,2 milhões de reais em seu primeiro dia de utilização.

Reuters

15 de janeiro de 2014 | 13h59

A modalidade, que combina renda fixa e variável em uma mesma estrutura de investimento, teve em 6 de janeiro, primeiro dia em que a Cetip registrou o novo ativo, operações envolvendo seis bancos, que utilizaram classes de ativos como câmbio, índice de preços e índice de ações.

Segundo comunicado da Cetip, o primeiro título foi emitido pelo Itaú Unibanco e estruturado pelo Itaú BBA. "(O COE) pode, em breve, vir a ter participação relevante no funding (dos bancos)", afirmou o chefe da área de Estruturação e Produtos Derivativos do Itaú BBA, Felipe Soárez, em comunicado divulgado pela Cetip.

De acordo com o executivo, por ser um instrumento até então inédito, a tendência natural é que tenha posição complementar, não ocupando espaço de títulos já consolidados como Letras Financeiras (LF) e Certificados de Depósitos Bancários (CDB).

O Bradesco, que liderou as emissões no dia 6 de janeiro, também vê com otimismo a utilização dos COEs para levantar recursos. "Em cerca de dois anos, (o COE) deve se consolidar como fonte de captação", disse o diretor-executivo do banco Octavio de Lazari Junior, no comunicado.

Os bancos Safra, BTG Pactual, Citi Brasil e Credit Suisse também emitiram COE no primeiro dia de registro do instrumento no país.

Na opinião do gestor de renda fixa da Rio Bravo Bruno Margato, citado em comunicado da Cetip, "assim como acontece fora do país, o grande mercado do COE serão os fundos de renda fixa. O desafio está na capacidade de desenvolver ativos que atendam às necessidades deles."

As ofertas públicas do COE ainda precisam ser regulamentadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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