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Novo plano de saúde cobriria outros gastos

Para diretor da FenaSaúde, produto que une assistência médica e previdência privada deve possibilitar saques antes da aposentadoria

Karina Toledo,

19 de fevereiro de 2011 | 00h36

Caso se concretize a ideia de criar o VGBL Saúde - plano que une assistência médica e previdência privada, em estudo pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) -, o dinheiro acumulado no fundo de capitalização poderia ser usado não apenas para pagar a operadora na aposentadoria, mas também para custear despesas com assistência médica em períodos de desemprego e até para cobrir despesas de saúde não incluídas no rol.

Assim pensa José Cechin, diretor executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde). A entidade, ao lado da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), é uma das idealizadoras do projeto.

Para Cechin, o beneficiário deve ter a liberdade de escolher a partir de qual idade poderá fazer os saques dos recursos acumulados, bem como qual montante final será acumulado - o que vai determinar o valor das contribuições mensais. "Quanto mais jovem a pessoa começar a contribuir, menos ela terá de pagar por mês para acumular aquele determinado montante."

No entanto, Cechin acredita que essa previdência privada deve necessariamente estar atrelada a um plano de saúde. "Para evitar que a pessoa tenha a sensação de estar segura apenas com a poupança. Ninguém consegue juntar, por exemplo, uma quantia suficiente para custear dez dias de internação na UTI."

Para Willian Eid Júnior, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV), o fundamental é que o consumidor tenha total liberdade para trocar de operadora ou de instituição financeira a qualquer momento. "Uma pessoa de 25 anos que aderir a esse plano vai usufruir os benefícios cerca de 30 anos mais tarde. Se escolher o melhor plano de saúde hoje, nada garante que ele ainda será o melhor depois de 30 anos", afirma.

O presidente da ANS, Mauricio Ceschin, afirma que o produto garantirá portabilidade plena ao beneficiário.

O advogado José Luiz Toro, presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Saúde Suplementar, aprova a ideia, mas diz que a renúncia fiscal é fundamental para ela dar certo.

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