Novos confrontos na Mesquita de Al-Aqsa

Choques entre muçulmanos e forças israelenses deixa nove feridos

Reuters, New York Times, JERUSALÉM, O Estadao de S.Paulo

26 de outubro de 2009 | 00h00

Dezoito muçulmanos foram presos e nove policiais israelenses ficaram levemente feridos ontem em mais um dia de conflito na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém Oriental.

Forças israelenses ocuparam o local, disparando canhões d"água e bombas de efeito moral para dispersar centenas de manifestantes palestinos que haviam lançado pedras contra a polícia. A tensão na área é causada por rumores de que Israel pretende permitir que os judeus usem a Mesquita de Al-Aqsa - situada no mesmo complexo que abriga o Muro das Lamentações - para rezar. Atualmente, o local é aberto à visitação de judeus e turistas, mas apenas os muçulmanos podem fazer orações ali.

Há duas semanas, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, negou as acusações de que Israel pretende sabotar os locais sagrados muçulmanos, qualificando-as como "mentiras infundadas".

"CONQUISTA"

Os conflitos de ontem começaram depois que líderes muçulmanos convocaram uma multidão para se reunir em frente da mesquita, em resposta ao que chamaram de "conquista judia". A polícia israelense disse que os manifestantes lançaram uma bomba e derramaram óleo no chão para que os agentes escorregassem. As forças israelenses reagiram e vários manifestantes buscaram refúgio no interior da mesquita.

A Esplanada das Mesquitas é o terceiro local mais sagrado para os muçulmanos, depois das cidades de Meca e Medina, na Arábia Saudita, e também é considerada sagrada para os judeus . O local está sob controle israelense desde 1967, mas é administrado pela organização muçulmana Waqf.

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