Novos dados mostram recuperação da camada de ozônio

Um novo estudo, que se vale de dados da Nasa e da Administração Nacional de Atmosfera e Oceano (NOAA) dos EUA, aponta sinais consistentes de que a camada de ozônio da Terra está se recuperando, ao menos nas latitudes médias, longe dos pólos. A equipe de pesquisadores, liderada por Eun-Su Yang do Instituto de tecnologia da Georgia, analisou 25 anos de informações sobre o ozônio a diferentes altitudes dentro da estratosfera - camada da atmosfera que vai de 9 km a 50 km de altitude, e que contém 90% de todo o ozônio do ar. As informações foram reunidas por balões, instrumentos baseados no solo e satélites em órbita.Os pesquisadores concluíram que a camada de ozônio, que protege a superfície da Terra dos raios ultravioleta do Sol, parou de afinar em 1997, exceto sobre as regiões polares. A camada de ozônio sofreu declínio constante entre 1979 e 1997. A abundância de gases destruidores do ozônio gerados por atividade humana atingiu o pico por volta do mesmo período, entre 1993 e 1997. Essas substâncias começaram a deixar de ser usadas com a assinatura do Protocolo de Montreal, em 1987."Os resultados confirmam que o Protocolo de Montreal e suas emendas obtiveram sucesso em deter a perda de ozônio na estratosfera", disse Yang. As estimativas são de que os níveis do gás voltem ao que eram no início da década de 80 em meados deste século. O trabalho da equipe de Yang está publicado no Journal of Geophysical Research.

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